Novos documentos indicam presença não identificada no andar da cela de Jeffrey Epstein na noite da morte

O falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, em foto divulgada pelo Departamento de Justiça dos ...

A emissora CBS News divulgou que novos documentos sobre o caso Jeffrey Epstein indicam a presença de uma pessoa não identificada no andar da cela do financista na noite de sua morte.

O evento ocorreu em 10 de agosto de 2019, no Metropolitan Correctional Center, uma prisão federal em Nova York, onde Epstein estava detido aguardando julgamento por acusações de tráfico sexual e conspiração para tráfico sexual de menores.

Com isso, a revelação adiciona um novo elemento às investigações sobre as circunstâncias da morte do magnata, oficialmente declarada como suicídio por enforcamento.

Contexto da morte de Epstein

A morte de Jeffrey Epstein, aos 66 anos, em custódia federal, gerou ampla controvérsia e ceticismo público. O Bureau Federal de Prisões (BOP) classificou o óbito como suicídio.

Contudo, diversas falhas na segurança da prisão foram reveladas, incluindo o não cumprimento dos protocolos de vigilância por parte dos guardas e problemas com as câmeras de segurança do local.

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Epstein havia sido colocado sob vigilância de suicídio anteriormente, mas foi retirado alguns dias antes de sua morte.

Detalhes dos Novos Documentos

Os documentos recém-obtidos pela CBS News não especificam a identidade da pessoa nem o tempo exato de sua presença no andar.

A informação, que faz parte de arquivos relacionados à investigação da morte, sugere que houve movimento no corredor da ala onde Epstein estava detido.

Esta revelação pode impactar a percepção sobre a segurança e os eventos ocorridos na Metropolitan Correctional Center naquela noite, que já foram alvo de escrutínio rigoroso.

Investigações e repercussões

As autoridades continuam a investigar o caso Epstein e as circunstâncias de sua morte. Dois guardas prisionais que deveriam estar de serviço na noite do incidente foram acusados de falsificar registros para esconder que não haviam realizado as verificações necessárias.

Eles fizeram um acordo judicial em 2021. Assim, morte de Epstein impediu que ele fosse julgado pelas graves acusações de abuso sexual e tráfico de menores, o que gerou frustração entre as vítimas e levantou questões sobre a responsabilidade de seus cúmplices e facilitadores.