María Corina Machado participa de missa em Barquisimeto após retornar à Venezuela

María Corina Machado participa de missa em Barquisimeto após retornar à Venezuela
Por Andrés Henríquez

María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, retornou à Venezuela em 25 de outubro após quase um ano no exílio. Em sua primeira aparição pública em solo venezuelano, a líder política chegou ao Santuário Arquidiocesano da Divina Pastora na cidade de Barquisimeto.

O retorno de Machado marca um novo capítulo na política do país sul-americano após transformações recentes no cenário de liderança nacional e nas relações internacionais com os Estados Unidos. A trajetória da ativista envolve períodos de clandestinidade e articulações diplomáticas complexas no exterior.

Retorno ao país e participação em missa

“Estou aqui. Com vocês”, escreveu Machado, coordenadora do partido Vente Venezuela, nas redes sociais. Pouco depois, ela chegou ao Santuário da Divina Pastora localizado em Barquisimeto para assistir à missa dominical.

Multidões se reuniram dentro e fora do santuário gritando palavras de ordem. Após a Eucaristia, Machado embarcou em um veículo para se juntar a uma caravana em direção à capital, Caracas, onde chegou na tarde de 25 de outubro.

Contexto eleitoral e perseguição política

Após a eleição presidencial de 28 de julho de 2024, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela declarou o presidente em exercício Nicolás Maduro como vencedor. No entanto, a oposição reivindicou a vitória e afirmou possuir as atas de votação.

Machado foi a principal força por trás da campanha da oposição após ser proibida de concorrer a cargos pelo regime. Para reprimir protestos, o governo desencadeou uma campanha de perseguição contra opositores, forçando Machado a entrar na clandestinidade antes de deixar o país.

Operação de extração e transição em Washington

Ela deixou o país em dezembro de 2025 em uma operação de extração coordenada pelos Estados Unidos que a levou a Oslo, na Noruega. Meses antes, forças especiais dos EUA capturaram Maduro e sua esposa Cilia, extraditando-os para enfrentar acusações federais.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi nomeada presidente interina. O presidente dos Estados Unidos declarou desconhecer inicialmente o retorno da líder, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio apontou o evento como resultado de conversas de reconciliação apoiadas por Washington.