A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais defende que o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo, deve priorizar medidas estruturantes, capazes de criar condições para investimentos, aumento da produção, competitividade e geração de empregos. Para a entidade empresarial, medidas de curto prazo constituem risco e é necessário o controle dos gastos públicos para garantir investimentos e competitividade.
A instituição manifesta preocupação com a condução da política fiscal, especialmente diante da expansão dos gastos públicos e da adoção de medidas de caráter conjuntural durante o período eleitoral. A entidade tem se posicionado contra iniciativas que ampliem despesas sem sustentabilidade, por entender que podem aumentar as pressões inflacionárias, dificultar a redução dos juros e elevar o custo do crédito para empresas e famílias.
Reação dos mercados e a busca por confiança
Segundo a Federação, a reação dos mercados na segunda-feira, marcada por forte volatilidade, queda da Bolsa, alta do dólar e elevação dos juros futuros, reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica. Mais do que movimentos pontuais, o cenário evidencia a importância de recuperar previsibilidade e confiança para que empresas possam tomar decisões de investimento de longo prazo.
Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o próximo governo precisa criar condições para que a iniciativa privada tenha segurança para investir e produzir. O governo não gera riqueza, quem gera é quem produz, e o papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança, exigindo responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis com o crescimento e regras previsíveis.
Desafios econômicos e o equilíbrio das contas públicas
A entidade diz ainda que a indústria entra no novo ciclo com preocupação diante da trajetória das contas públicas, do nível dos juros e dos impactos da incerteza econômica sobre o custo do crédito, os preços dos insumos e a capacidade de investimento. Medidas que produzem efeitos imediatos não podem comprometer o equilíbrio fiscal dos próximos anos.
Não se pode ampliar despesas para produzir resultados de curto prazo e deixar para depois a discussão sobre como essa conta será paga. O que parece positivo agora pode significar mais inflação, juros maiores e menos investimento adiante, fazendo com que o Brasil precise fazer escolhas sustentáveis no longo prazo.
Abertura de mercados e inserção internacional da indústria
Além do controle das despesas públicas, do cumprimento das regras fiscais, da segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios, a entidade também considera fundamental avançar na abertura e na diversificação de mercados. Isso amplia as oportunidades para as empresas brasileiras, reduzindo a dependência de poucos parceiros comerciais e fortalecendo a inserção internacional da indústria.
A ampliação das exportações e a conquista de novos mercados contribuem para diversificar fontes de receita, estimular investimentos e fortalecer a economia brasileira, enquanto a Federação seguirá atuando de forma institucional e independente na defesa da indústria mineira e no diálogo com as instituições.










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