Ataque dos EUA contra Houthis deixa mais de 30 mortos no Iêmen

Foto: Osamah Abdulrahman/The AP

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ordenou neste sábado (15) uma operação militar “decisiva e contundente” contra o grupo terrorista Houthis no Iêmen. A ação resultou em dezenas de mortes.

Segundo informações do Ministério da Saúde administrado pelos Houthis, pelo menos 31 pessoas morreram e outras 101 ficaram feridas nos bombardeios americanos. Os ataques atingiram diversas regiões do país.

Navios de guerra e jatos dos EUA lançaram ofensivas em todo o território iemenita, mirando especificamente radares, locais de defesa aérea e pontos de lançamento de drones utilizados pelo grupo.

Explosões abalaram intensamente a capital Sana, e moradores rapidamente relataram os bombardeios. Entre eles, Abdullah Yahia descreveu o impacto como um terremoto em uma declaração à Reuters.

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Assim, os terroristas classificaram os ataques americanos como um “crime de guerra” e uma “agressão flagrante” contra um Estado independente. O grupo prometeu intensificar suas ações militares.

“Estamos preparados para responder à escalada com mais escalada”, afirmou o grupo, garantindo que continuará realizando ataques contra navios norte-americanos e israelenses na região do Mar Vermelho.

Irã x EUA x Houthis

Por outro lado, os Houthis compõem o chamado “Eixo de Resistência” ao lado do Hezbollah e do Hamas e, além disso, mantêm uma aliança com o Irã. Desde 2014, o grupo controla o norte do Iêmen.

Desde novembro de 2023, os rebeldes lançaram mais de 100 ataques contra navios comerciais, em “solidariedade” aos palestinos na guerra entre Israel e Hamas. Dois navios foram afundados durante este período.

Em mensagem publicada em sua rede social, Trump alertou que “o inferno cairá” sobre os Houthis caso o grupo não interrompa seus ataques. Ele também ameaçou o Irã pelo apoio aos terroristas.

A Rússia, por meio do ministro Sergey Lavrov, pediu aos Estados Unidos que suspendam imediatamente os ataques. Uma autoridade americana indicou que a operação militar poderia durar dias ou semanas.

A ONU considera a guerra no Iêmen, iniciada em 2014, o mais grave desastre humanitário da atualidade. Aproximadamente 80% da população vive na pobreza, com 11 milhões de crianças precisando de ajuda.