Os tribunais regionais eleitorais de todo o país definiram as urnas eletrônicas que serão submetidas a auditorias no segundo turno das eleições gerais, marcado para este domingo. Os equipamentos foram sorteados ou escolhidos por representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras.
Nos maiores colégios eleitorais do país, o processo abrange dezenas de equipamentos divididos entre testes específicos para garantir a confiabilidade do pleito. A fiscalização ocorre de maneira descentralizada com a participação de observadores e autoridades competentes.
Metodologia e os testes de integridade nas urnas eletrônicas
As seções eleitorais sorteadas para o teste de integridade têm suas urnas eletrônicas substituídas por equipamentos reservas. As urnas originais são levadas a um local definido pela Justiça Eleitoral, onde permanecem em sala lacrada até o dia da votação.
Partidos políticos e entidades fiscalizadoras preenchem cédulas de papel com os candidatos que disputam o pleito. Os votos são depositados em urnas de lona, que também recebem lacres de segurança.
Servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público apresentam as cédulas e digitam os votos nos dispositivos. Ao fim da votação, os registros em papel são comparados com os resultados gerados pelos equipamentos eletrônicos.
Verificação de sistemas e emissão de zerésimas
O Tribunal Superior Eleitoral realizou uma cerimônia de verificação dos sistemas responsáveis pelo processamento dos resultados das eleições. Segundo a Corte, a análise confirmou que não houve alterações nos programas instalados nos equipamentos.
O Tribunal Superior Eleitoral e os tribunais regionais eleitorais também emitiram as chamadas zerésimas, relatórios que comprovam a ausência de votos registrados nos sistemas de totalização antes do início da votação.
Antes da abertura das seções eleitorais, cada dispositivo também emite sua própria zerésima. O documento comprova que o equipamento não possui votos armazenados previamente em sua memória interna.
Participação de entidades e fiscalização biométrica
Entre as entidades convidadas a acompanhar os procedimentos estão a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas da União e representantes do Congresso Nacional.
Parte dos equipamentos também é submetida ao teste de integridade com biometria. Nesse procedimento específico, eleitores voluntários utilizam suas impressões digitais para habilitar a votação simulada.
Já o teste de autenticidade ocorre nas próprias seções eleitorais, antes do início da votação oficial. O objetivo é verificar se os aparelhos utilizam exatamente os mesmos sistemas que foram abertos e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: jovempan.com.br










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